Somos bons companheiros ou bons pais?

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Gustavo Pedrosa

Gustavo Pedrosa

Na vida do casal, haverá sempre um momento em que ambos planeiam, conjuntamente ou até individualmente, se terão filhos e, no caso de uma resposta positiva, haverá um momento em que ambos se avaliam enquanto pais, individualmente ou enquanto casal.

Nos planos para o futuro enquanto casal, surgem questões de relação com o parceiro, da nossa capacidade de lidarmos com o outro numa enorme variedade de situações, enquanto parceiros que se respeitam e se propõem a um compromisso partilhado. Enquanto futuros pais, questionamos a relação do outro com as crianças, a sua capacidade de gerir as obrigações parentais e, por fim, as nossas próprias capacidades.

Mas que capacidades necessitamos de ter enquanto bons companheiros? E que capacidades necessitamos para sermos bons pais? Serão essas capacidades idênticas ou invariavelmente distintas?

Segundo alguns estudos, as competências necessárias para sermos bem sucedidos enquanto companheiros, são tangentes às necessárias para sermos bons pais. Em ambos os casos, por exemplo, sobressai o que se poderá chamar de receptividade empática, ou seja, a capacidade de perceber as necessidades da outra pessoa num determinado período temporal; perceber como se está a sentir, sentir se tem a energia necessária para uma brincadeira ou se, pelo contrário, está com o humor menos elevado e prefere ter algum tempo para si. Ao nível parental esta receptividade empatia, por exemplo, é importante nos momentos em que as crianças necessitam da presença dos pais, anseiam por carinho ou atenção, ou pelo contrario, necessitam de tempo e de espaço para poderem criar ou desenvolver as suas capacidades imagéticas.

As nossas capacidades de empatia são postas à prova nos mais diferentes tipos de relacionamento, tanto de afectividade, como parental e até de amizade, nos mais diferentes níveis. Além desta tão importante capacidade empática, a capacidade para aproveitar o que há de mais positivo na relação e, de forma mais geral, na vida, parece também ter uma importância partilhada em ambos os contextos. No entanto, estas capacidades ou competências poderão não ser partilhadas pelo parceiro. Quer isto dizer que, por exemplo, mesmo que um dos companheiros tenha uma atitude empática, manifestamente positiva no relacionamento, poderá não haver um efeito de espelho no comportamento do outro, ou seja, não será necessariamente replicado ou identificado esse comportamento. O mesmo se passa a nível parental: mesmo que um dos pais tenha uma atitude que seja identificada como empática e de grande utilidade, o outro poderá não conseguir replicá-la.

Assim, acima de tudo teremos que desenvolver a nossa receptividade empática, percebermos como as pessoas que estão à nossa volta se estão a sentir e quais as suas necessidades presentes. Será, sem dúvida, um passo importante para nos sentirmos bem e desempenharmos positivamente o nosso papel de companheiros e de pais.

 

Artigo de apoio:

Science Daily, Skills That Make Us a Good Partner Make Us a Good Parent, Dec. 6, 2012. 

http://www.sciencedaily.com/releases/2012/12/121207101706.htm

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