Uma dança singular

Ana Oliveira

Ana Oliveira

Escolhe-se a música, o par, conhecem-se os passos… será que tudo o resto fluirá na intensidade do momento?

Muitas vezes o casal tem dificuldade em encontrar sintonia com o seu parceiro sexual, o que dificulta o desenvolvimento da conjugalidade.

Na tentativa de acertar o compasso nesta dança singular, o casal pode acabar por se sentir frustrado, sem saber o caminho a seguir, trazendo-lhe sofrimento e desânimo.

Cabe a cada um entender que não há culpados, mas antes co-responsáveis da situação.

Mais do que atribuir culpas, importa descobrir soluções.

Se o casal pensar na situação como um desafio de ambos e não tanto como uma dificuldade individual, poderá já ser um bom prenúncio da sua resolução.

É de realçar o fato de que a relação pode ser modificada no sentido que o casal desejar e que este tem poder para tal.

A sexualidade humana pode ser compreendida como uma forma íntima de comunicação entre o casal, desenvolvida ao longo do ciclo vital.

Muitas vezes, as dificuldades sexuais resultam, precisamente de dificuldades comunicacionais do casal, uma vez que as dificuldades relacionais podem ser projetadas nesta dinâmica específica. As possíveis disfunções sexuais decorrentes de crises conjugais são as mais diversas como, por exemplo, ausência/diminuição do desejo sexual, anorgasmia, ejaculação precoce, dificuldades na ereção.

Uma terapia específica que procura apoiar este tipo de situações e outras relacionadas com o casal é a Terapia com Casais.

A Terapia com Casais poderá proporcionar momentos de Encontro em que se trabalha o domínio da relação e da comunicação do casal com os seguintes objetivos: definir o(s) problema(s), clarificar as necessidades e desejos do casal ao nível da relação conjugal, modificação dos modelos de comunicação, regras, diminuição das atitudes de censura, promoção das capacidades de ajuda mútua, entre outras.

São formas que o casal pode encontrar para acertar o seu ritmo, o seu compasso, neste bailado tão singular e tão envolvente que é uma relação conjugal.

 

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2015-03-22T16:15:23+00:00 Março 22nd, 2015|Ana Oliveira, Terapia conjugal|