Ver para crer na depressão

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Ana Sousa

Ana Sousa

A psicoterapia é ainda olhada com alguma reserva por muitas pessoas. Felizmente os avanços na investigação e na ciência vão permitindo comprovar o que todos os dias podemos observar com as pessoas que nos procuram.

Um estudo publicado recentemente, mostra que a Terapia Cognitivo Comportamental tem efeitos no funcionamento cerebral de pacientes deprimidos. Este estudo vem mostrar que esta abordagem psicoterapêutica provoca mudanças efectivas no cérebro.

A terapia cognitivo-comportamental tem como objectivo a melhoria do sofrimento através da mudança de pensamentos que nos fazem sentir e comportar de maneiras que nos são difíceis de suportar. Sabemos através de outros estudos o quão comum a se tem tornado e alguns dos seus efeitos: pode causar desemprego, ter impacto no cuidar dos filhos, aumentar os conflitos no seio familiar, entre outros. Uma imagem negativa do próprio, dos outros e do futuro pode ser uma boa forma de descrever a depressão, havendo a predominância de uma atitude geral negativa.

Este estudo vem demonstrar uma alteração na forma como o cérebro percepciona o mundo. Quando comparado com momentos pré-terapia (através do uso de Ressonância Magnética), o cérebro apresenta uma maior activação para palavras positivas e menor para palavras negativas, indicando também mudança nas redes cerebrais.

Tendo apenas utilizado pacientes deprimidos e em terapia cognitivo-comportamental, este estudo abre um mundo de investigação na eficácia da psicoterapia. Aguardamos ansiosamente os futuros desenvolvimentos deste estudo com outras perturbações psicológicas e com outras abordagens psicoterapêuticas.

E enquanto a psicoterapia não chega, pode ir lendo o nosso guia que poderá descarregar aqui à http://oficinadepsicologia.com/recursos/depressao

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