3 formas de se desligar do seu piloto automático

3 formas de desligar o seu piloto automáticoPara que possa desligar o seu piloto automático, é essencial saber o que é o piloto automático. Podemos considerar que, quando a nossa mente vagueia (por pensamentos, imagens, memórias, antecipação de cenários futuros) e nós não damos conta de que isso está acontecer… é bem provável que estejamos em piloto automático.
Claro que todos nós, ao longo do dia, executamos várias ações automáticas porque só assim conseguimos ser eficientes para lidar com o nosso mundo. Essa eficiência, constitui uma vantagem evolucionária, por um lado e, por outro, resulta de vários anos de aprendizagem em que o cérebro criou vias neuronais de acesso imediato para criar rotinas e hábitos.
Um bom exemplo de piloto automático é quando está a conduzir o seu carro e começar no ponto A e chega ao ponto B sem se dar conta. Por muito que seja útil conduzir sem pensar no processo (mudanças, embraiagem, acelerador, etc..) a verdade é que perde um pouco do controlo sobre a sua vida, e pode começar no ponto A bem-disposto e chegar ao ponto B tenso, sem se aperceber de como isso lhe aconteceu. Claro que existem outros automatismo: os seus movimentos enquanto come, enquanto escreve ao computador, enquanto caminha – a facilidade com que todos estes hábitos se processam na sua vida. Imagina a vida sem estes hábitos automáticos?

A expressão “piloto automático” descreve um estado da mente no qual a pessoa age sem uma intenção consciente ou sem a consciência da percepção sensorial do momento presente.  Apesar da vantagem evolucionária que este modo nos proporciona, estar em piloto automático pode activar, no entanto, uma vulnerabilidade para o sofrimento emocional.

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O problema que existe em relação ao piloto automático reside naquilo que nos está acontecer ao mesmo tempo que desempenhamos as rotinas. Ou seja, como se estivéssemos adormecidos sem uma ligação de qualidade ao que nos rodeia, ou perdidos em preocupações sem sermos capazes de sair delas.
Assim o que lhe proponho ao desligar o piloto automático é, na realidade, um acordar. Esse acordar, tomando consciência dos nossos padrões de pensamento, das nossas emoções constitui-se como um desafio de crescimento individual gratificante. Sobre isto e outras coisas são algumas das aprendizagens que poderá fazer no Programa Experimente Mindfulness, um programa em 6 sessões desenvolvido pela Oficina de Psicologia para a aprendizagem de Mindfulness.
Para já, deixo-lhe 3 formas possíveis de desligar o piloto automático:

1. Ligue-se aos seus sentidos

Desligamos o piloto automático, no momento em que nos ligamos à vida. Neste caso, entendo que este ligar à vida passa por entrar em contacto com o mundo sensorial – a informação que nos chega através dos cinco sentidos. Permita-se a ouvir o que o rodeia, de facto, escutando. Saborear o que está a comer (é natural que possa distrair-se com algo à sua volta ou dentro de si), procure voltar ao contacto com a experiência sensorial que está ter no momento.
Repare na facilidade ou dificuldade em tocar nalgum objecto, sem fazer qualquer juízo, como se fosse a primeira vez que sente aquela textura. Uma abertura, novidade curiosidade sobre a sua reacção a esta ligação através dos sentidos. Que emoções surgem? Que pensamentos? Será que consegue manter a presença e contacto com o corpo que experiencia, ou a sua atenção desliga-se?

2. Mude a sua rotina e liberte-se de hábitos

A repetição dos mesmos hábitos muitas vezes impede a descoberta da novidade. Traga uma firme intenção de curiosidade aos objetos ou situações que o rodeiam.
Poderá libertar-se dos seus hábitos apenas procurando pequenas mudanças diárias que decerto o despertarão:  procure sentar-se de uma forma diferente e consciente,  experimente pegar nalgumas coisas com a mão contrária à aquela que utiliza normalmente, sente-se em lugares/cadeiras que não costumam ser os seus (será que muda a perspectiva?), faça um caminho diferente do habitual,  experimente na lista do restaurante novos sabores.
Em resumo, faça algo com novidade e reparando na forma como, provavelmente, isso conduz a maior consciência e observação.

3. A cada espaço um novo olhar

Aproveite quando muda de um espaço para o outro para renovar a sua intenção de levar a consciência momento presente. Por exemplo, quando sai de uma sala para outra repare na luminosidade, ou no cheiro, tomando consciência do seu movimento de um espaço para o outro. Quando sai de um edifício para a rua repare na transição desse ambiente e na transição dentro de si. Cada transição é uma oportunidade para estar desperto e consciente. da rua para um transporte e assim sucessivamente. Cada transição olhada com uma nova oportunidade para reparar no que está acontecer em si e o que está acontecer no que o rodeia.
 Está pronto para acordar? Estou aqui no Programa Experimente Mindfulness para o ajudar a atingir esse crescimento.
Nuno Mendes Duarte
Nuno Mendes DuarteDirector Clínico
Psicólogo Clínico e Psicoterapeuta
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