2026-03-08T00:00:00+00:00
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A Ana sempre foi uma pessoa atenta aos detalhes. Ela gostava de planear, prever, organizar. Mas, em muitos momentos durante o dia, sentia que a sua mente não lhe dava tréguas. Ao pequeno-almoço já pensava no trânsito que poderia ter de enfrentar. No trabalho, preocupava-se com o que poderia correr mal naquela reunião importante. À noite, quando tudo deveria finalmente estar mais calmo, novos pensamentos apareciam: “E se eu me esqueci de alguma coisa importante? E se amanhã for ainda pior?”

Esses pensamentos vinham acompanhados de uma sensação no peito, um aperto leve, mas persistente — a velha ansiedade, que ela já conhecia. Às vezes, bastava lembrar-se de um e-mail sem resposta ou de um exame médico que ainda aguardava o resultado, e o seu coração acelerava como se estivesse a correr sem sair do lugar.

A ansiedade produz novelos de pensamentos que se manifestam sob a forma de preocupação persistente e difícil de resolver. Estes pensamentos-novelo impedem-nos de ver o mundo com clareza. Muitas vezes pode até acontecer sentirmo-nos enrolados nos pensamentos, acreditando que isso acontece por boas razões.
Assim, a preocupação resulta num desgaste que está sustentado em crenças que nos fazem acreditar que a preocupação é útil e positiva. Mas será que corresponde à verdade?

Por outras palavras, as crenças de que a preocupação é benéfica mantêm-nos envolvidos no novelo, por exemplo, acreditarmos que a preocupação ajuda a resolver problemas ou a evitar resultados negativos. E em relação a si, quais são as suas crenças?

Quando mergulhamos em espirais de preocupação, a nossa ansiedade é mantida e reforçada. Por isso, é importante percebermos que os pensamentos são apenas isso mesmo, pensamentos, e não factos. Assim, conseguimos distanciar-nos da realidade da ansiedade e dos seus pensamentos, questionando-os.

Além disso, para mudar a relação com a preocupação, temos de fortalecer o nosso controlo atencional. Se conseguirmos movimentar livre e intencionalmente a nossa atenção, libertamo-nos dos pensamentos-novelo, conquistando espaço entre nós e a preocupação.

Por isso, preparámos este webinar de forma a que no final será capaz de:

  • Reconhecer como percepciona e reage às suas preocupações, identificando as crenças que sustentam os pensamentos-novelo.
  • Descolar o pensamento e separá-lo daquilo a que ele se refere.
  • Aprender a questionar e a distanciar-se dos pensamentos-novelo
  • Utilizar estratégias de consciência e observação, para não se identificar com o seu pensamento e adquirir liberdade de escolha sobre quem quer ser – eu não sou o meu pensamento.

Quem conduz?

Cristiana Pereira
Cristiana PereiraPsicóloga Clínica
Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde e Terapeuta EMDR. Abordagem integrativa, tendo como base a abordagem cognitivo-comportamental. Experiência em intervenção psicológica com adultos em contexto IPSS e clínica privada e em diversas problemáticas, especialmente com quadros clínicos de ansiedade e stress.
João Pedro Delgado
João Pedro DelgadoPsicólogo Clínico
Mestrado em Ciência Cognitiva, pela Universidade de Lisboa. Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde, pela Universidade de Lisboa. Abordagem Integrativa, com base na Terapia Cognitivo-Comportamental. Experiência em avaliação e acompanhamento de adultos com diversas problemáticas, incluindo ansiedade, depressão, trauma e perturbação da personalidade.

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