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Cardiovascular

Coração (Sistema cardiovascular)

De que estamos a falar?

A Psicossomática implica relações entre os fenómenos psíquicos (mente) com somáticos (corpo), o que significa a existência de sintomas e sinais físicos, os quais podem ter apenas origem psíquica ou emocional. Assim, qualquer dor ou incómodo, poderão não depender apenas da presença da doença, mas também de outros factores como a forma como pensamos, sentimos e agimos.

Quando falamos de Doença Coronária ou Doença Cardiovascular referimo-nos à primeira causa de morte em Portugal. Esta doença é causada pelo estreitamento das artérias coronárias que, em consequência podem chegar a bloquear a passagem do sangue. As artérias coronárias são artérias situadas na superfície do coração para que alimentam o músculo cardíaco, ou seja, alimentam a nossa vivência! Esse músculo tem o nome de miocárdio e quando as artérias coronárias são saudáveis têm um interior liso flexível, que deixa passar livremente o sangue em direcção ao miocárdio. A doença coronária consiste no desenvolvimento de placas no interior das artérias coronárias. Estas placas são formadas por depósitos de gordura e outras substâncias e chamam-se placas de aterosclerose…. E é isto que nós não queremos! Além do acompanhamento médico absolutamente necessário nestas condições, aproveitamos para lhe falar dos factores psicológicos relacionados com a doença.

Como é bem conhecido a doença cardiovascular está relacionada com muitos outros factores: hereditariedade, idade e sexo, hipertensão arterial, tabagismo, diabetes, obesidade, vida sedentária e determinados aspectos de ambiente social.

Os pensamentos e as emoções estão ligados ao físico e esta relação influencia a nossa saúde.

Quando qualquer pessoa imagina que não vai ser capaz de controlar determinada situação, com a qual é confrontado, isto é quando sente incapacidade ou não tem pessoalmente, e/ou socialmente, recursos para a enfrentar, essa pessoa fica em estado de stress.

Qualquer acontecimento desagradável, pode causar stress – emocional e psicológico – que é entendido para o próprio como uma ameaça. Por este motivo, logo que a situação provocadora de stress seja identificada, é necessário aprender estratégias apropriadas, com o objectivo de prevenir danos e efeitos prejudiciais no corpo.

Quando qualquer indivíduo se encontra tenso, está preocupado, sente cólera ou hostilidade – formas geradoras de stress – o equilíbrio é abalado. O stress constitui factor de ansiedade e outras manifestações psicológicas e desencadeiam, perturbações do ritmo cardíaco. Sabia que o nosso coração é um dos órgãos mais afectados quando vivemos durante muito tempo por situações que causam stress?

Se se zanga com muita facilidade ou sente que há uma grande revolta dentro de si, se o seu coração altera o seu ritmo com muita frequência perante acontecimentos de vida, se está muito isolado, se tem muita sobrecarga e responsabilidade no trabalho…. Cuidado! Estes são alguns dos factores que estão mais estudados como desencadeantes da doença cardiovascular.

Coração e emoções

Psicologia e coração

Sabia que a prevalência de depressão em doentes cardíacos ronda os 20% e constitui um factor de risco acrescido? 

Além da depressão, o stress e a hostilidade são os outros dois factores de risco elevado para problemas cardíacos.

A intervenção dos factores ditos psicológicos na doença cardíaca é de tal forma demonstrada e importante que já existe uma disciplina denominada psico-cardiologia.

Como o poderemos ajudar?

A doença cardiovascular está fortemente ligada a factores psicológicos, pelo que é importante aprender estratégias para reduzir o stress como medida de prevenir a doença.

Além disso, qualquer intervenção em psicoterapia é fortemente indicada no caso de pessoas em risco de doença cardiovascular, na medida em que permitirá a re-avaliação das suas estratégias e abordagem de vida, bem como desenvolver novas formas de reacção, mais funcionais e mais protectoras da fisiologia, diminuindo assim o risco de problemas cardíacos.

Como ferramenta fundamental nesta aprendizagem de toda uma reactividade diferente, contamos com uma solução de tecnologia avançada: o emWave, um pequeno aparelho de biofeedback. Sabemos hoje que o nosso coração trabalha em íntima proximidade com os pulmões. À medida que a nossa respiração acelera, também o coração o faz de forma a escoar o excesso de oxigénio que nos entra na corrente sanguínea. Quando a nossa respiração fica irregular, também o mesmo acontece ao batimento cardíaco. Sabemos também que quando o batimento cardíaco se torna irregular, esta informação é processada pelo nosso cérebro como um sinal de alarme, que por sua vez acelera a nossa respiração, num ciclo vicioso. O emWave é um aparelho que nos permite visualizar de forma imediata a regularidade com que o nosso coração bate. Ao fazê-lo, indica-nos também o ritmo a que devemos respirar de forma a acalmar o coração. O treino no uso deste aparelho é uma das mais eficazes armas que temos ao nosso dispor para intervir de uma forma mais directa sobre a função cardíaca.

 

Hipnose Clínica

Sabemos que a atenção focada no relaxamento normaliza a tensão arterial e o batimento cardíaco. Técnicas de relaxamento por hipnose podem levar a um relaxamento de tal modo profundo, que estimula não só os processos de auto-cura do nosso corpo/mente, como restabelece o equilíbrio físico e psicológico, diminuindo o ritmo cardíaco e reduzindo assim a carga no sistema cardiovascular.

Assim, o estado de relaxamento hipnótico por si só já é terapêutico!

O coração está sob o controlo do sistema nervoso autónomo. O sistema nervoso autónomo é também responsável pelas nossas respostas ao stress. Como já mencionado, o stress, a zanga e o medo afectam o funcionamento normal do coração acelerando o ritmo cardíaco.

A hipnose clínica pode ter um papel importante na manutenção de um coração saudável, bem como na recuperação das várias fases de uma doença cardiovascular. Pode também ajudar a efectuar mudanças no estilo de vida, necessárias ao funcionamento saudável do coração, agindo como uma terapia de prevenção.

Alterações cardiovasculares psicogénicas A cardiofobia (medo de doença cardíaca), surge devido a uma hipersensibilidade e consciência exagerada às respostas do funcionamento normal do seu coração. Este tipo de alterações cardiovasculares psicogénicas pode surgir após um trauma, um ataque de pânico, uma dor intensa no peito ou mesmo depois de uma doença cardiovascular.

Sensações como palpitações ou extrassístoles podem tomar proporções catastróficas e despoletar um medo desmedido e descontrolado.

Já imaginou como seria se estivesse sempre preocupado/a com o estado do seu coração e com medo de ter ou vir a ter uma doença de coração, apesar de provas médicas evidentes de que o seu coração é perfeitamente saudável?

Essa é a realidade de um cardiofóbico!

Tratamento Hipnoterapêutico de doenças cardiovasculares psicogénicas

A hipnose clínica usa técnicas de intervenção como a hipnodessenbilização (neutralização dos sintomas de medo e ansiedade associada), sugestão directa e indirecta com o uso de visualização criativa, imagética e metáforas, técnicas para restabelecer a confiança e a auto-estima e promover sentimentos de segurança, técnicas de reestruturação dos sintomas, regressão, gestão do stress, abordagens de relaxamento profundo e auto-hipnose.


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