O que é a perturbação bipolar?

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Isabel Policarpo

Isabel Policarpo

A perturbação bipolar, também conhecida como distúrbio bipolar ou bipolaridade, é uma perturbação do humor caracterizada por episódios repetidos e/ou alternados, de mania e .

Na perturbação bipolar a pessoa não está sujeita a simples “altos e baixos” – efectivamente todos nós experimentamos os altos e baixos e estes não são sinónimos de qualquer distúrbio. O que se passa é que na bipolaridade as mudanças de humor são extremas e mais duradouras que as experimentadas pela maioria de nós.

A pessoa que sofre de uma perturbação bipolar, vive num constante carrossel de emoções, estando sujeita a episódios de extrema alegria, euforia e hiperatividade física e mental, em que se sente invencível e cheia de ideias e planos (mania), que alternam com episódios de humor muito baixo em que sente desespero, inibição e lentidão para conceber ou realizar ideias, associado a ou tristeza profunda (depressão).

A alternância de estados depressivos com estados maníacos é o aspecto mais característico desta perturbação, podendo as pessoas oscilar entre ciclos mais ou menos graves de depressão e de humor exaltado (mania ou hipomania).

Simultaneamente com as alterações profundas do humor, registam-se mudanças dos níveis de energia, actividade e padrão de sono, bem como modificações do comportamento, que são muitas vezes acompanhadas pelo abuso de álcool e/ou substâncias e dificuldades em gerir as atividades do dia-a-dia, com implicações importantes nas relações interpessoais e no desempenho profissional e escolar, podendo haver por vezes lugar ao suicídio.

Durante a fase de mania, a pessoa tem o humor elevado podendo isso significar uma alegria contagiante ou uma irritação agressiva, que geralmente está associada a um aumento da auto-estima e a sentimentos de grandiosidade, podendo a pessoa considerar-se especial e dotada de poderes e capacidades únicas.

A pessoa apresenta igualmente um aumento da sua atividade motora e grande vigor físico aliado a uma diminuição da necessidade de sono. É comum as pessoas envolverem-se em atividades potencialmente perigosas, sem manifestar qualquer preocupação com isso. Regista-se igualmente um aumento do interesse e da atividade sexual.

Há uma forte pressão para falar ininterruptamente e as ideias correm de forma rápida. Paralelamente verifica-se uma perda de consciência a respeito de situação, podendo a pessoa tornar-se socialmente inconveniente ou insuportável.

Inversamente durante a fase depressiva, o humor está deprimido e a pessoa sente-se triste, desesperada e com sentimentos de inferioridade e baixa auto-estima. Habitualmente tem dificuldade em concentrar-se no que está a fazer e os pensamentos ficam inibidos e lentificados, isto é, faltam ideias ou estas demoram a ser compreendidas. É difícil manter a atenção e o interesse e o prazer pelas coisas perde-se.

Nesta fase a capacidade física está comprometida, a sensação de cansaço é constante e há pouca energia para as atividades habituais. A pessoa tem dificuldade em dormir e o seu sono não satisfaz nem propicia o descanso necessário, pelo que acorda indisposta e tende a permanecer na cama por várias horas. Os pensamentos costumam ser negativos e em torno de morte ou da doença. O apetite fica inibido e pode registar-se uma perda significativa de peso.

Entre os episódios, é comum que a pessoa passe por períodos de normalidade, tendo uma vida como outra qualquer; algumas pessoas no entanto apresentam leves sintomas entre as fases, não alcançando uma recuperação plena. Havendo ainda uma minoria, que mesmo entre fases não recupera e é incapaz de levar uma vida normal e independente.

A natureza e duração dos episódios variam muito de pessoa para pessoa, tanto em intensidade quanto em duração.

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