Psicoterapia
Adultos
A psicoterapia representa o início de um processo de transformação. É uma daquelas oportunidades que a vida nos dá de alterarmos o seu curso, influenciar o destino, procurar um estado de equilíbrio interior.
De acordo com aquilo que cada um pretende para si a cada momento, poderemos dizer que existem, essencialmente, três motivos para procurar apoio psicoterapêutico:
- Como tratamento. Sem dúvida o motivo mais frequente e aquele que esteve na base da constituição da Oficina de Psicologia, uma vez que foi a vontade de levar saúde mental a quem, anteriormente estava excluído pela ausência de infra-estruturas adequadas, que nos levou a empreender este projecto. Por vários motivos, tal como na saúde física, algo que é suposto funcionar de uma determinada forma, adequada e facilitadora da vida no seu sentido lato, começa a dar problemas, instalando-se a disfunção. Ansiosa, depressiva (as mais frequentes), ou de outra natureza, ligeira ou grave, aguda ou prolongada no tempo… O certo é que, quando não estamos bem, tudo se desmorona à nossa volta, assumindo um carácter de dificuldade e derrota que não teria de ter, quando colorido com o realismo de quem se encontra perfeitamente funcional. A psicoterapia surge nestas situações bem equipada ao longo de décadas de investigação científica para apurar os resultados melhores e mais duradouros, pelo que é uma solução de primeira linha.
- Como processo de auto-descoberta. Este é, igualmente, um motivo antigo para se recorrer ao acompanhamento psicoterapêutico e, curiosamente, cada vez mais actual. A vida de hoje em dia é de tal forma veloz que deixa pouco espaço para um olhar construtivo sobre quem somos, o que pretendemos da vida e até que ponto o caminho que temos vindo a trilhar nos leva na direcção pretendida. A psicoterapia assume, nestas situações, um papel dinamizador da reflexão, do distanciamento, da observação analítica, tranquila e simultaneamente desafiante, permitindo-nos ir encontrando respostas à medida que aprofundamos o conhecimento de nós próprios.
- Como processo de optimização pessoal. Este é um motivo de procura de psicoterapia bastante recente, por comparação com os anteriores. O mundo actual é voraz, ultra-rápido e implacável. Cada um de nós confronta-se diariamente com as nossas limitações pessoais que, não deixando de ser absolutamente naturais, ficam expostas no confronto com os desafios diários que nos são pedidos, bloqueando-nos o progresso, pesando-nos o passo. Em psicoterapia, com o recurso a técnicas de última geração, é possível estimular o crescimento pessoal, eliminando bloqueios, melhorando aspectos-chave para um desenho de futuro passos à frente do cenário presente.
Informar também é uma das nossas responsabilidades!
Beneficiando de um conjunto de profissionais de verdadeira excepção, construímos, para si, várias páginas com informação específica sobre os temas mais comuns. Desde já, lhe sugerimos as seguintes como mais representativas:
- Perturbações da ansiedade
- Perturbações do humor (exemplo: depressão e bipolaridade)
- Perturbações do corpo
Também nos pode encontrar diariamente no Facebook, interagir connosco e vir descobrir porque somos os psicólogos mais falados e partilhados nesta rede social.
E, claro, em qualquer jornal, revista ou mesmo TV, encontra-nos com frequência semanal a comentar e clarificar temas de saúde mental diversificados.
Palavras que resumem motivos para psicoterapia
“Vivo com uma sensação de permanente intranquilidade, como se estivesse sempre alerta, na convicção de que está eminente uma qualquer catástrofe…;”
“Preocupo-me constantemente, a propósito de tudo – do trabalho, da escola, dos filhos, do futuro, da saúde, da vida e da morte. Por mais que tente, só com muita dificuldade consigo afastar as preocupações e, mesmo assim, é um alívio e pouca dura…”
“Eu estava bem, sabe? De repente, sem mais nem porquê, foi um calor insuportável, o coração a querer sair pela boca, tonturas, como se fosse desmaiar, um formigueiro, o braço a doer, dormente. Um terror! Pensei que morria. Já fiz vários exames médicos e dizem-me que estou bem, mas há uma parte de mim que se recusa a acreditar. O médico falou-me em ataques de pânico, disse-me que era ansiedade, mas como é que pode ser? É um descontrolo físico, uma morte que espreita, uma loucura que ameaça, e eu tenho medo. Muito medo. Até medo deste medo…”
“É-me muito difícil levantar-me da cama quando o despertador toca. Mais difícil ainda é percorrer o dia que me aguarda. O que, dantes, me dava prazer, agora, nem interesse me desperta e apenas quero estar só, deixar que as lágrimas me escorram, ficar na falta de esperança, ficar quieta e não sentir, nem a tristeza escura que se abateu sobre mim, nem o peso da angústia que repousa sobre o meu peito e me dificulta o respirar.”
“Sempre fui um aluno muito razoável. Por vezes, até, um excelente aluno. Mas, na Faculdade, muitas coisas mudaram. A participação nas aulas, os trabalhos de grupo, as apresentações e as orais, a pressão dos exames e das notas. Agora, nas vésperas dos dias de avaliação, pouco ou nada durmo. Por vezes, passo o dia dos exames a vomitar – outras vezes corre melhor, e apenas me sinto indisposto, com suores frios e dores de cabeça. E bloqueio completamente, o que já me custou alguns embaraços. Tenho pensado em abandonar a Faculdade, acabar com esta tortura, mas, e o futuro???”
“Sempre fui reservado e tímido. Mas houve um momento em que percebi que havia qualquer coisa de excessivo na minha timidez. Talvez a sensação de corar subitamente quando encontro pessoas conhecidas, ou o facto de evitar todas as situações sociais ou onde possa encontrar pessoas conhecidas. Ao ponto de ter optado por actividades tão solitárias quanto possível. Infelizmente, a solidão dói-me, mas o medo de quebrar barreiras, de contactar pessoas, é demasiado para me permitir arriscar companhia.”
“Eu sei perfeitamente que faço e penso algumas coisas estranhas, incontroláveis e que parecem, mesmo, bizarras. Coisas como ter de repetir algumas acções um número certo de vezes, ou lavar as mãos de cada vez que toco nalgumas coisas ou que tenho certos pensamentos, ou como nunca conseguir usar o primeiro lenço de papel que retiro do pacote, ou verificar várias vezes se as torneiras e a porta estão fechados. Muitas das coisas que se passam comigo, não as conto a ninguém, por vergonha e medo que achem que sou louco. Eu sei que penso e faço coisas estranhas e não percebo como não sou capaz de as evitar, porque me consomem tanto tempo, desgastam-me, preocupam-me, embaraçam-me… Quero parar e não consigo. Ajuda-me?”
“Cheguei a casa, num dia normal, depois de passar no supermercado e de ir buscar os miúdos. E foi nesse momento que a minha vida mudou… Ouvi coisas brutais do meu marido; sobretudo, ouvi que existia algo mais importante na vida dele, mais importante do que eu, do que as crianças, do que os projectos que sonhámos juntos. E, agora, há advogados e acordos de regulação paternal; há as perguntas das crianças, a preocupação com o seu bem-estar; há que explicar o que não consigo entender; há que refazer a vida; há a dor, a culpa, a desilusão, o desencanto. E com tudo isto que sei que existe, hoje, na minha vida, é da minha existência que não sei…”
“Há dias em que como descontroladamente, até ficar indisposta. Depois, odeio-me. E consigo conter-me na alimentação, até consigo fazer dieta; que termina com novos episódios de alimentação desregrada e que não consigo conter.”
“Dói-me o corpo, dói-me a vida, dói-me o sono, que teima em não vir. Dói-me a incerteza e dói-me o espaço de um futuro que me constrange. Doem-me os fantasmas que deveriam ter ficado num passado que não escolhi. Dói-me o medo de estar só e o medo da companhia. Dói-me o presente, dói-me a alma, que não tem nem matéria que lhe permita doer, nem o direito de o fazer.”












