Natal, bem longe da realidade…
Natal, símbolo de união familiar, de fartura sobre as mesas e de abundância debaixo das árvores muito bem decoradas. Nas ruas, as luzes tomam cores de tonalidades diferentes. As canções típicas da quadra natalícia tornam-se a playlist favorita dos estabelecimentos comerciais. A corrida para comprar os melhores presentes ou para comprar os ingredientes mais frescos para a ceia já se faz notar. Na televisão: anúncios comerciais e filmes natalícios mostram famílias reunidas e uma partilha de amor dignas de moldura. De repente não se fala de outra coisa, senão onde será passada a noite da Consoada, com quem será passada, a troca de presentes e tudo mais que possa assinalar esta data.
E quando não é bem assim que vive o seu Natal?
Nesta fase do ano, é apregoado um retrato de união, companheirismo, solidariedade e amor entre as pessoas muito diferente da realidade em muitas famílias. Não se pode esquecer que muito aconteceu durante o ano: pessoas perderam os seus ente queridos, relacionamentos longos terminaram, famílias se desentenderam, amigos emigraram… A lista de motivos pelo qual o Natal, símbolo de amor e gratidão, se pode tornar num momento de grande sofrimento e melancolia é vasta.
Caso se reveja nas minhas palavras, saiba que outras pessoas sentem o mesmo e mais do que se sentir abatido emocionalmente ou triste, pense que este sentimento não é inadequado, bem pelo contrário. Aceite e compreenda o que está a sentir e permita-se senti-lo. Provavelmente os seus sentimentos são proporcionais ao que está a viver. Entre numa esfera diferente, a de gentileza consigo mesmo.
Apesar de tudo, pode sempre começar uma tradição só sua, que lhe traga satisfação e alegria. Pense nas coisas que gosta de fazer e tente colocá-las em prática, sem pressão ou julgamentos.
Ajudar quem precise é, por exemplo uma atitude que desenvolve sentimentos positivos, de utilidade e conforto. Olhe à sua volta, ouça as histórias das pessoas que o rodeiam, no supermercado, no café, onde quer que esteja. Junte-se a associações organizadas de solidariedade social.
Não se isole. Tente estar com aqueles com quem se sente à vontade para falar sobre o que sente ou tem vivido. Desde que se sinta confortável para tal, pois o importante é o seu bem-estar.
Não foque tanto no que lhe parece errado sobre a sua vida, provavelmente tem muito para agradecer e se sentir preenchido, desde as coisas simples às mais complexas.
Se passado algum tempo continuar a sentir-se triste, desmotivado ou com falta de interesse pela vida e pelas coisas que antes lhe davam prazer, procure auxílio. Existem profissionais que lhe podem ajudar a superar as dificuldades emocionais que possa estar a atravessar.
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