Fobias Específicas
Tão frequentes e tão mal compreendidas
Dificilmente se encontrará um tema de saúde mental tão frequente como as fobias específicas, e tão simples de serem definidos: um medo significativo e persistente, excessivo ou irracional na presença ou antecipação de um determinado objecto ou situação. E, no entanto, existe alguma confusão a propósito do que é e não é uma fobia, das suas origens e respectivas formas mais eficazes de tratamento.
A irracionalidade ou exagero da reacção emocional é central na definição de uma fobia: as reacções que as pessoas têm quando estão perante o foco da sua fobia são, normalmente, muito fortes, podendo ir da quase incapacidade para se moverem até ao seu oposto, numa agitação elevada, fugindo e/ou gritando. Além disso, as pessoas reconhecem o carácter ilógico do seu medo, ainda que o possam explicar em parte num contexto de racionalidade: os cães podem morder, as faíscas podem ser perigosas, os aviões podem cair, as cobras podem ser venenosas,… A diferença entre um receio com fundamento, adaptativo e uma fobia é, muitas vezes, o componente “extra” – do receio cauteloso para o medo exagerado, de uma abordagem conservadora à situação para uma reacção descontrolada, do reconhecimento de um perigo relativo ou características desagradáveis para uma emoção de pânico quando confrontado com o objecto fóbico.
O evitamento daquilo que nos provoca o medo fóbico é a consequência mais frequente e, igualmente, a mais complicada, pelo impacto que tem na nossa liberdade individual – um indivíduo com uma fobia é alguém com um sinal de sentido proibido num aspecto da sua vida; no entanto, em muitas situações, as pessoas enfrentam o que lhes faz medo, mas com intenso desconforto. Da próxima vez que viajar de avião, sugerimos-lhe que olhe em seu redor, observando as reacções e linguagem não-verbal dos outros passageiros… Muitos estarão sentados no avião apenas por uma enorme força de vontade que os compele a viajarem para um determinado destino; muitos outros, no entanto, terão ficado em terra, incapazes de pensar, sequer, na possibilidade de levantar voo.
Surgem-nos, muito frequentemente, fobias que não o são. O cliente queixa-se de uma fobia a viajar de avião mas, após avaliação detalhada, verifica-se que esse medo fóbico mais não é do que um sintoma de um quadro ansioso mais vasto: agorafobia. Ou o cliente queixa-se de uma fobia a coisas sujas, e verificamos que se insere numa configuração da perturbação obsessivo-compulsiva. Ou surge com uma queixa de fobia a situações de avaliação, como exames orais e apresentações em público e, após diagnóstico, verifica-se que estamos perante uma fobia/ansiedade social (uma outra perturbação da ansiedade). Nestes casos, toda a intervenção em psicologia é orientada para a perturbação que enquadra a fobia na sua sintomatologia – isto é, nos exemplos acima, o psicoterapeuta iria desenvolver um plano terapêutico para resolver agorafobia, a perturbação obsessivo-compulsiva ou a fobia social e o objecto do medo seria trabalhado à medida em que se interviria no quadro ansioso que o enquadra. Precisamente porque uma fobia nem sempre é tão simples como… bem, como uma fobia, convém procurar uma opinião de um profissional de saúde mental para avaliar até que ponto a fobia não esconde uma realidade mais genérica de ansiedade que possa e deva ser resolvida sem demora.
Critérios de diagnóstico de fobia específica
<p>De um ponto vista mais científico, as fobias encontram-se categorizadas em 5 conjuntos:</p>
<ul>
<li>Animais</li>
<li>Ambiente natural (alturas, tempestades, água, etc)</li>
<li>Sangue-injecções-ferimentos</li>
<li>Situacional (aviões, elevadores, lugares fechados, etc)</li>
<li>Outros tipos (engasgar, vómitos, doenças, ruídos altos, etc)</li>
</ul>
<table border=”1″ cellspacing=”8″ width=”100%”>
<tbody>
<tr>
<td align=”center” bgcolor=”#660066″ height=”50″><strong>Sabia que…</strong></td>
<td align=”center” bgcolor=”#660066″ height=”50″ width=”413″><strong>Sabia que…</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width=”50%” valign=”top” bgcolor=”#ccccff”> A fobia mais comum é a aracnofobia (aranhas)? Vá-se lá saber porquê… uns bichinhos tão simpáticos…</td>
<td bgcolor=”#ccccff” width=”413″>As fobias são a perturbação psicológica mais comum em mulheres de qualquer idade e a segunda mais comum em homens de idade superior a 25 anos?</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Curiosamente, a maior parte das pessoas com fobias simples raramente procuram resolução para esses medos – talvez por serem situações incomodativas mas muito limitadas a determinados contextos que, regra geral, conseguem ser evitados e, por isso, as pessoas optam por permanecer com medo que apenas as incomoda quando se confrontam com o seu objecto, ao vivo, em imagens ou, ainda, em pensamentos. Por exemplo, um citadino com uma fobia a cobras raramente se encontra com um destes bicharocos. A não ser que queira ir passear para a Amazónia; ou levar os filhos ao Jardim Zoológico; ou ir viver para um monte alentejano… Quando o objecto do medo não está presente nas nossas vidas do dia-a-dia e o seu evitamento não gera situações limitativas a uma autonomia saudável, de facto, não fará muito sentido resolver a fobia.</p>
<p>No entanto, existem muito fobias que, pela frequência com que nos deparamos com o objecto fóbico, se tornam verdadeiramente limitadoras da nossa autonomia - por exemplo, uma fobia a cães, quando nos cruzamos permanentemente com eles na rua. Ou uma fobia a trovoadas, quando os fenómenos atmosféricos são algo que não podemos evitar.</p>
<p>E outras há que podem ser perigosas, quer de uma forma quase directa, quer indirecta. Por exemplo, as fobias a procedimentos médicos e agulhas podem atrasar diagnósticos e tratamentos médicos vitais para a saúde e sobrevivência. Ou porque criam reacções descontroladas que podem colocar o próprio em risco: fugir correndo descontroladamente, sem mesmo ver para onde, perto de uma estrada movimentada, por exemplo. Não hesite em pedir acompanhamento psicoterapêutico, se for essa a sua situação. <br>
</p>
<hr>
As soluções<br>
As fobias serão dos temas de saúde mental mais frequentes, mas igualmente dos mais rapida e eficazmente resolvidos.
<p>Existem diversas formas de tratar uma fobia, pelo que a sua escolha depende muito das qualificações profissionais do psicólogo que o acompanha, bem como das suas preferências pessoais e maior ou menor adesão a métodos diferentes. Por vezes, poder-se-á optar por um conjunto de ferramentas técnicas diversificadas para resolver uma fobia, garantindo uma maior suavidade da intervenção e conforto do cliente.</p>
<p>Na Oficina de Psicologia privilegiamos as seguintes linhas de intervenção para resolver fobias específicas:</p>
<p> <br>
<a href=”http://www.oficinadepsicologia.com/abordagens_explicadas.htm”>Abordagem cognitivo-comportamental</a><br>
<!– PARAGRAPH 1 –>
<!– START SERVICE LIST –>
Com base numa lista de comportamentos de aproximação ao objecto fóbico (por exemplo, ver uma imagem num livro, dizer o nome do objecto fóbico, tocá-lo, etc), ordenada por ordem crescente de medo, começa-se por enfrentar cada uma das tarefas que se encontram na lista, executando estratégias que visam reduzir a ansiedade sempre que a situação se torna desconfortável, para “ensinar” ao organismo a estar perante o objecto ou situação de uma forma descontraída.</p>
<p> <a href=”http://www.oficinadepsicologia.com/abordagens_explicadas.htm”>EMDR</a><br>
Aplica-se o protocolo de fobias, reprocessando-se emocionalmente as situações difíceis do passado, os estímulos actuais que provocam o medo e as situações futuras nas quais a pessoa poderá vir a estar perante o que lhe provoca medo.</p>
<p> <a href=”http://www.oficinadepsicologia.com/abordagens_explicadas.htm”>Hipnoterapia</a><br>
Utiliza-se o estado de relaxamento induzido em hipnose para alterar a relação emocional com o objecto ou situação que provoca medo.</p>
<p> <a href=”http://www.oficinadepsicologia.com/fobias_hipnose.htm”>Veja, aqui, soluções específicas efectuadas na Oficina de Psicologia, para algumas fobias.</a></p>
Há fobias para todos os gostos… Ou seja, qualquer coisa, seja ela qual for, pode dar origem a um medo irracional ou exagerado. Evidentemente que há as fobias recordistas, partilhadas por muitos, mas existem muitas fobias capazes de causar alguma estranheza a alguns de nós como o medo a engolir ar, ou uma fobia a livros, ou a relógios, ou a joelhos… Há uma lista extensa com um conjunto impressionante de fobias (e respectivos nomes ainda mais impressionantes…) num site em língua inglesa, e que talvez queira espreitar, o que poderá fazer carregando aqui. E, ainda, uma lista das fobias mais estranhas, na óptica dos autores do site respectivo, a que pode aceder, carregando aqui.
De um ponto vista mais científico, as fobias encontram-se categorizadas em 5 conjuntos:
- Animais
- Ambiente natural (alturas, tempestades, água, etc)
- Sangue-injecções-ferimentos
- Situacional (aviões, elevadores, lugares fechados, etc)
- Outros tipos (engasgar, vómitos, doenças, ruídos altos, etc)
Sabia que… |
Sabia que… |
| A fobia mais comum é a aracnofobia (aranhas)? Vá-se lá saber porquê… uns bichinhos tão simpáticos… | As fobias são a perturbação psicológica mais comum em mulheres de qualquer idade e a segunda mais comum em homens de idade superior a 25 anos? |
Curiosamente, a maior parte das pessoas com fobias simples raramente procuram resolução para esses medos – talvez por serem situações incomodativas mas muito limitadas a determinados contextos que, regra geral, conseguem ser evitados e, por isso, as pessoas optam por permanecer com medo que apenas as incomoda quando se confrontam com o seu objecto, ao vivo, em imagens ou, ainda, em pensamentos. Por exemplo, um citadino com uma fobia a cobras raramente se encontra com um destes bicharocos. A não ser que queira ir passear para a Amazónia; ou levar os filhos ao Jardim Zoológico; ou ir viver para um monte alentejano… Quando o objecto do medo não está presente nas nossas vidas do dia-a-dia e o seu evitamento não gera situações limitativas a uma autonomia saudável, de facto, não fará muito sentido resolver a fobia.
No entanto, existem muito fobias que, pela frequência com que nos deparamos com o objecto fóbico, se tornam verdadeiramente limitadoras da nossa autonomia – por exemplo, uma fobia a cães, quando nos cruzamos permanentemente com eles na rua. Ou uma fobia a trovoadas, quando os fenómenos atmosféricos são algo que não podemos evitar.
E outras há que podem ser perigosas, quer de uma forma quase directa, quer indirecta. Por exemplo, as fobias a procedimentos médicos e agulhas podem atrasar diagnósticos e tratamentos médicos vitais para a saúde e sobrevivência. Ou porque criam reacções descontroladas que podem colocar o próprio em risco: fugir correndo descontroladamente, sem mesmo ver para onde, perto de uma estrada movimentada, por exemplo. Não hesite em pedir acompanhamento psicoterapêutico, se for essa a sua situação.
As soluções
As fobias serão dos temas de saúde mental mais frequentes, mas igualmente dos mais rapida e eficazmente resolvidos.
Existem diversas formas de tratar uma fobia, pelo que a sua escolha depende muito das qualificações profissionais do psicólogo que o acompanha, bem como das suas preferências pessoais e maior ou menor adesão a métodos diferentes. Por vezes, poder-se-á optar por um conjunto de ferramentas técnicas diversificadas para resolver uma fobia, garantindo uma maior suavidade da intervenção e conforto do cliente.
Na Oficina de Psicologia privilegiamos as seguintes linhas de intervenção para resolver fobias específicas:
Abordagem cognitivo-comportamental
Com base numa lista de comportamentos de aproximação ao objecto fóbico (por exemplo, ver uma imagem num livro, dizer o nome do objecto fóbico, tocá-lo, etc), ordenada por ordem crescente de medo, começa-se por enfrentar cada uma das tarefas que se encontram na lista, executando estratégias que visam reduzir a ansiedade sempre que a situação se torna desconfortável, para “ensinar” ao organismo a estar perante o objecto ou situação de uma forma descontraída.
Aplica-se o protocolo de fobias, reprocessando-se emocionalmente as situações difíceis do passado, os estímulos actuais que provocam o medo e as situações futuras nas quais a pessoa poderá vir a estar perante o que lhe provoca medo.
Utiliza-se o estado de relaxamento induzido em hipnose para alterar a relação emocional com o objecto ou situação que provoca medo.
Veja, aqui, soluções específicas efectuadas na Oficina de Psicologia, para algumas fobias.













